011 x 021.

Final do expediente. Lá estava eu mais uma vez perdida no blog *Dele. Ah, ele… Ele que nem desconfia que já foi pra minha prateleira de ídolos – Até porque ele não te conhece, Flávia – É, mas ele é meu amigo de orkut, tá, tá? – Não importa – Droga.
Me deparei com um texto que fez eu rir tão alto e ter a certeza que existe, com certeza, alguma ligação entre nós – Cala a boca, Flávia – Juro que estava pensando muito em escrever sobre isso esses dias.
Eu sempre fiz mais o estilo garota do rio, calor que provoca arrepio (???) do que alguma coisa acontece em meu coração, que só quando cruza o Ipiranga e Av. São João (nunca entendi o porque disso, acho que era só pra rimar com coração). Mas, certamente, em minha última viagem pro incrível mundo paulistano-meu, alguma coisa, realmente, aconteceu. Voltei apaixonada. Por muitos motivos.
É, uma garota exacerbadamente (acabei de ler isso em algum lugar) louca por praia, bijouterias de hippies e que até dia desses tinha mechas loiras no cabelo, apaixonada… por São Paulo! Quem se apaixona por São Paulo fora o Caetano Veloso? É uma cidade grande, com trânsito estressante, sem farofa e de pessoas estranhas. Mas eu me apaixonei e daí? Tem explicação pra isso? Também já namorei caras estressantes e estranhos.
Uma das coisas que mais me irritam até hoje no Rio é o sotaque carioáca. Nunca entendi porque eles colocam a letra A depois das vogais. Juro que esse era um dos meus projetos de estudo, mas Ele, claro tinha que ser ele, conseguiu expressar o que eu queria fazer pro mundo há muito tempo.

“A única ligação entre São Paulo e o Rio de Janeiro é a Dutra. Fora isso, tudo nos afasta: o clima, a geografia, os costumes e, claro, o idioma — ou você vai me dizer que João Gordo e Evandro Mesquita falam a mesma língua? (…)O choque de civilizações, no entanto, está com os dias contados. Tendo em vista a amizade entre os povos, a paz mundial e os bolinhos de bacalhau do Jobi, resolvi fazer alguma coisa. Mergulhei em intensos estudos carnavalescos, escaldantes pesquisas praianas – entre outras experiências extremamente arriscadas (para um paulista) — e trouxe à luz, acredito, uma grande contribuição para o entendimento entre os dois estados: a Pequena gramática do carioquês moderno.
Nela, cheguei às três regras básicas da língua falada por aquele povo: a regra do R, a regra do S e a regra das vogais. As duas primeiras são de conhecimento geral: R no final da palavra ou no meio se fala arrastado (porrrrrrta, perrrrrrto), e o S transforma-se em X (mixxxxxto-quente, paxxxxta de dentexxxx). É na regra sobre as vogais, no entanto, que consiste a originalidade da minha descoberta e é ela que fará com que a minha gramática, assim como meu nome, ainda ressoem por aí muitos séculos depois que eu tiver ouvido repicar o último tamborim.
Enquanto em São Paulo somos alfabetizados com o A – E – I – O – U, as crianças do Rio de Janeiro aprendem A – Ea – Ia – Oa – Ua. Sim, há um A depois de cada vogal. Pegue qualquer palavra, como copo, pé e carro, por exemplo, e aplique a regra das vogais. Agora, fale em voz alta: coapoa, péa, carroa. Viu só? Aía, éa sóa voacêa pôarrrr A eam tuadoa, troacarrr S poarrr X e eaxxxticarrr o R quea fiaca óatiamoa.
O caminho inverso também funciona. Ao ouvir uma frase em carioquês, por exemplo: “Tua éa móa manéa, paualiaxxxxta oatarioa, voalta pra Móoaca”, transcreva-a, subtraia os As sobressalentes e você terá a sentença em paulistês.
Embora seja um grande avanço em face da estagnação em que estavam os estudos do carioquês por estas bandas, minha gramática ainda tem um enorme desafio a esclarecer: como é que o S vira R na palavra mearrrrmoa (mesmo)? E, mais ainda, por que é só nessa palavra? Tema apaixonante ao qual, prometo, retornarei em breve.”

*Dele: filho mais velho do Seu Mário Prata, o Antônio. :)

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Gripe? Dor de garganta? Tosse? Nariz entupido? Dor de ouvido? Aqui tem!

A sala de criação da agência em que eu trabalho não tem uma janelinha sequer. Na verdade, rola um boato que acharam uma um dia enquanto faziam a limpeza, mas a cobriram com uma persiana que não abre nunca. Imagina… Uma janela! Que audácia! Ou seja, ver a luz do dia ou saber se está caindo o mundo lá fora, nem pensar. Acho que sofro um pouco com isso. Minhas antigas salas, uma dava visão panorâmica de uma das ruas mais movimentadas de Belém (acho que foi por isso que não durei na criação) e a outra eu tinha até uma sacada.
Hoje, compartilhei minha tão amada gripe com todos da sala. Ambiente fechado, não mandei né? Na verdade, eles até cogitaram ser uma vingança minha, depois de já ter sofrido tanto com ar em cima de mim. Enquanto todos suavam com seu clima de 30º eu morria de hipotermia.
Odeio ficar gripada. Já sou lerda por natureza, gripada eu fico irritada, corpo mole e com uma preguiiiiiça. Estou naquela fase da gripe em que a cabeça fica pesando uma tonelada, com olfato inexistente e a voz rouca, a la traveco do Ronaldo Fenômeno, “sááábe, fofa”? Súúúpêêêr sexy, meu.
Trabalhar na criação é legal, apesar de não ser da criação. Sou uma produtora, que parece atendimento com gosto de tamarindo. Aliás, sempre amei todas as salas de criação das agências em que já trabalhei.
O primeiro estágio foi numa agência/casa que tinha só dois compartimentos. A sala de criação era gigante, gigante mesmo, até mesmo para três funcionários e uma estagiária bagunceira e dedicada (eu). A outra era menor e entupida. Entupida de pessoas, de tralha, de poeira… Era mais divertida, mas era uma bagunça. Vivia empoeirada e era impossível achar qualquer coisa. Pessoas se perderam ali. Mas, era coberta de janelas por todos os lados. Saudade daquela sala. Adorava entrar lá desesperada cobrando alguma coisa, pedindo o tamanho de algum layout ou só pra bater papo mesmo. No meu recreio do expediente (que eu mesma me auto decretava) eu fugia pra lá. Jogávamos Medal of Honor para se desestressar. Eu, como única mulher, era péssima, mas me viciei rápido.
Trabalhar na criação tem suas vantagens. As salas dos chefes ficam aqui em cima, não precisa ter que ficar subindo escada. O ambiente é legal, sempre rola alguma música (de Amy Winehouse a forró). Mas lógico que tem suas desvantagens. O banheiro feminino fica no primeiro andar, a copa também. O que me contenta é que lá embaixo também não tem muitas janelas. Ainda roubo uma da mídia e trago pra cá.

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Vinte e quatro do quatro.

Hoje, vinte e quatro de abril, é um dia especial. Finalmente, achei minha especialização, ôba! É sério. Achei o curso, lugar, universidade e valores. Não aguentava mais tanto procurar. Andava frustrada, me sentindo sem rumo. Não tinha nada que eu via e dizia: É ISSO! E quando achava algo “marrom”, não tinha lá muita vontade (lê-se também poder aquisitivo para tal). Até porque sou uma pessoa em constante confusão. Nunca me peçam pra decidir nada, porque eu ainda não aprendi como se faz isso.
Já vai fazer um ano e meio que me formei e estava me sentindo estacionada. Quando se tem um emprego, isso tende a ser menos explícito. Mas, francamente, eu estava virando uma folgada.
Antes, eu mal respirava. Era o estágio (trabalho) escravo até 18h, depois universidade (longe, muito longe), pegando aquele trânsito lindo e agradável de fim do expediente. Chegava quase sempre meia-noite em casa. E ainda tinha academia todo o dia, espanhol aos sábados e saía todo o fim de semana. Agora, me diz, com que pique? Hoje só vou pro trabalho e já basta pra chegar semi-morta em casa. Ligo a tv, entro na internet e tudo com um esforço e uma preguiça mortal de existir. Acho que envelheci dez em um ano, porque isso parece fazer parte de um passado muito, muito distante.
Hoje também deletei meu orkut. Tenho orkut desde 2004 e acho uma arma tecnológica incrível. Encontrei amigos e primos distantes. Achei o menino que eu era apaixonada e namoramos até, um ano e muitos, tudo através do orkut. Mês passado encontrei meus amigos da alfabetização e estamos até marcando um encontro. Gente, alfabetização! Todo mundo deveria ter orkut, não seria mais fácil?
Mas, ao mesmo tempo, o orkut.com te deixa exposto de tal forma que é até indecente. Mesmo trancando as fotos e os recados, todos sabem quem são teus amigos, as coisas que gosta e os lugares que frequenta através das comunidades. Depois que roubaram meu msn, ando bastante receosa a exposição internética e sumir por um tempo vai ser bom. Lógico que daqui a pouquinho crio outro. Bora ver até quando dura, né? Lancem suas apostas.
Não vou cortar mais franja. É isso mesmo. Sou adepta da franja (não a retona, aquela a la Carmen San Diego, como diz um amigo meu) desde que entrei na faculdade. Meu apelido uma época era franja (?). Virou algo bem característico até, mas hoje em dia todo mundo usa. É um saco, tem de todos os modelos e cores. Perdeu a graça. Até fiz uma votação no msn e o not to be franja ganhou. Bora ver até quando dura também.
Fiz um novo fotolog. Pelas minhas contas, é o meu terceiro. Abri, coloquei uma foto, mas já cansei. Foi mais rápido do que pensei. Adios, de novo, fotolog.net.
Meu namoro acabou. Pela milésima vez e pra sempre. Quem nunca cometeu nenhum erro que coloque o dedo aqui. Oras, eu que já chorei e já tive que aguentar tanta coisa também. Ah, Flávia, mas é mais divertido julgar sem olhar pro próprio umbigo, né? :) Claro, havia esquecido. Cada ação, uma reação. Cada ato, uma conseqüência.
O blog (??) voltou! Êêê! Esse… Bem, esse eu não sei até quando mesmo. Vamos torcer para que dessa vez dure. Ou não?

Ouvindo: Cat Power (graças a Tici)
Lendo: Ainda Mário Prata. Vamos ver se consigo retomar “a menina que roubava livros” nesse meu fim-de-semana, solteira e com edredom paulista novo.
Querendo: Dinheiro, agora mais do que nunca.

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Flávio.

Há sete anos atrás, li um livro chamado: “harry potter e a pedra filosofal”. Era best-seller na época, mas foi um acidente, eu não queria que isso acontecesse. Uma amiga o deixou por engano em casa e eu o li, assim, sem querer. Por curiosidade, tédio… Mas volto a repetir: foi um acidente! Eu juro!
Dias depois, pesquisando sobre o talzinho na internet, achei um site do #harry_potter (era o ano em que mensagem instantânea com amigos era a base de mirc).
O “site” era tão tosco, mas tanto, que me deu vontade de entrar na hora no canal. Não era lotado, mas tinha um grupo considerável de “participantes”. Gente do Brasil inteiro, incluindo Belém também. O criador do tal site estava on-line. Não resisti em chamar um “pvt” com o cidadão. Cheguei e disse sem meias palavras que aquilo era a coisa mais horrenda que já tinha visto em toda minha vida e que não o bastante ainda continha um monte de erros.
Ele riu, agradeceu as “sugestões”, fez as mudanças e a partir daí, quem imaginaria, ele jamais sairia da minha vida. Na época, ele tinha quinze anos e eu meus recém-completados dezesseis.
Eu o batizei de “Flávio”. Minha versão masculina. Até hoje, não conheço ninguém no mundo tão… Tão EU do que ele.
Nunca perdemos contato em sete anos de uma amizade virtual. Sempre acompanhávamos os detalhes da vida um do outro, fazíamos as mesmas piadas, o mesmo sarcasmo, o mesmo humor, o mesmo mal-humor, as mesmas idéias. Éramos insuportáveis juntos, queríamos conquistar o mundo.
Mesmo quando o mirc morreu (que Deus o tenha), continuamos a usar as outras opções como ICQ, e-mail, MSN e até mesmo telefone. E como a gente se falava no telefone… Só lembrávamos que era interurbano quando chegava a conta. Ás vezes, não acreditávamos que nos “encontramos” graças a um livrinho de uma escocesa.
Não sei quanto a vocês, mas a época que as pessoas usavam o tão irritante MIRC, foi uma das épocas mais felizes da minha vida. Foi quando carimbei, pra sempre, meu tão invejável status de nerd. Difícil acreditar, mas nessa época e no tal canal constrangedor, fiz amigos pelo Brasil que até hoje mantenho contato direto, enquanto devo falar apenas com uns cinco ou dez que estudaram o último ano comigo.
Foi nessa época que aprendi que amizade é muito mais que contato físico. Bastava apenas sintonia, afinidade e aquela sensação de “te conheço desde sempre”. Está mais que comprovado que amizade não é medida pelo tempo que as pessoas se conhecem e sim pela intensidade mesmo.    
O “Flávio” morava em São Paulo na época, mas agora mora em Curitiba há alguns anos. Fui a Curitiba a passeio, mas acabamos não nos encontrando. Cheguei a acreditar que toda essa sintonia, deveria se manter para sempre da forma que começou. Intacta, através da tela.
Conversamos todos os dias através dos emails dos nossos respectivos trabalhos. É o nosso msn alternativo que criamos. Acabei comentando, dois dias antes, que estava indo a São Paulo. Ele pegou um ônibus, pediu folga no trabalho e foi de Curitiba pra São Paulo me ver.
Mesmo eu o xingando de ogro insensível desde sempre, acredito que poucos fariam isso por mim.
Ele ainda continua sendo um ogro insensível sim, mas que vai estar sempre na minha vida. Vou ter que aprender a conviver com isso.

Ouvindo: Stars
Vendo: Por enquanto nada. Tentando baixar mais episódios da 4ª temporada de Lost.
Lendo: Memória de minhas putas tristes, 100 melhores crônicas do mário prata.
Querendo: Férias, mais promoções gol/tam e achar minha especialização.

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A primeira semana do último mês.

dois e três

Como todo ano faço, pelo nos anos que resolvo limpar a poeira dos blogs, preparo uma humilde listinha para ajudar, nada menos que você, meu caro e grande amigo, que por essas épocas, primeiros dias do último mês do ano, já deve andar se batendo em busca do regalo de aniversário da amiga favorita de vocês: eu. Cá estou, como pessoa muito legal que sou, ajudando você nessa interminável busca.
Ano passado, da lista de dez, consegui ganhar dois e meio. Um recorde. Ganhei os beatles de chumbo da manu, o almanaque dos anos 70 da marcela e a blusa de bolinhas sugerida veio em forma de cinto, dado pela tici. Será que esse ano consigo quatro? Quem sabe cinco. Seis?
Ok, então vamos lá. Vale lembrar que não estão listados por ordem de preferência e sim pela ordem do bom e velho o primeiro que vier a cabeça.
1- o livro “lula é minha anta”, do Diogo Mainardi.
Não, eu não acho o Diogo Mainardi polêmico, mal leio a coluna dele e pouco me importa se ele é suicida a ponto de escrever tantas asneiras, o caso é que estou com curiosidade, mas não a ponto de desembolsar algumas notas para saciá-la e é o tipo de livro que leria no consultório a espera de ser atendida.
2- As 100 melhores crônicas de Mário Prata, que na verdade são 123.
Se tiver uma ordem de preferência, essa é a primeira. Luis Fernando Veríssimo faz a descrição do livro. Ora, eu nem devia falar mais nada. Tal como o filho Antônio, que por sinal é meu “amigo” de orkut e como diria meu amigo pedrox, quase me fez evacuar de emoção ao aparecer, dia desses, sublinhado na minha lista de visitantes recentes, Mário Prata é sempre um sinal de leitura agradável. Mas esse, eu quero tanto, que acho que acabarei própria me dando de aniversário.
3- Uma argola em ouro velho.
Juro que tenho um motivo realmente sério pra isso, mas para continuar mantendo minhas amizades, prefiro não revelar.
4- Uma bolsa verde ou amarela grande.
Percebi que não consigo mais usar bolsa pequena. É tanta tralha que já faz parte de mim como um braço. Levo duas agendas do tamanho de dois ônibus, uma carteira mais parecendo daquelas de festa, papel, papel e mais papel, tenho certeza que minha bolsa possui o poder de reproduzi-los, cds, óculos, o de cega e os escuros, clube social, maquiagem, perfume, dia desses joguei até rexona e uma sandália rasteira. Tenho certeza que algum dia vou jogar minha bolsa no ar e ela cairá já no formato de uma barraca e passarei a viver lá para todo o sempre.
5- Colares. Todos.
Eu disse todos.
6- Qualquer coisa da Pucca.
Qualquer. Qualquer uma. Eu sempre falo isso, mas ninguém leva a sério.
7- A Suzi comissária de bordo da gol.
Tem pra vender no site da lojas da gol. Linda, eu quero!
8- Chocolate.
Meu chocolate favorito é o Hersheys crocante. O de morango com cookies também é aceitável.
9- Blusas.

Preciso de camisas sérias, de mangas, de botão :~ Não possuo nada desse artefato.
10- Abraços, carinhos, telefonemas, mensagens, emails, flor de jardim, iphones e macs também são sempre bem-vindos.

Aguardo VOCÊ na minha festinha! Vai ser um arraso! VOCÊ não pode faltar! Não vai ficar de fora dessa, vai?

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Uma tarde com Vlad.

flávia diz:
mostrei pro meu namorado o cordel-do-rafael, ele gosta de cordel, riu que só mas depois ficou puto e disse q n tinha nd haver
Vlad diz:
claro q nao
Vlad diz:
mas a graca eh essa
flávia diz:
egua, achei idêntico
flávia diz:
aquele cara é mto mala
Vlad diz:
porra
Vlad diz:
muito
flávia diz:
ai que bom, estou me achando tão normal…
flávia diz:
sei la, eles querem se achar mtooo bacanas, querem “empolgar mtooo a galera” prefiro mil vezes o mombojó, adoro.
Vlad diz:
mas pelo menos nao eh o teatro magico
flávia diz:
esse nao ouvi e nem quero ver
Vlad diz:
eh um tipo los hermanos com osvaldo montenegro e o programa do bozo
flávia diz:
com pitada de euterpia?
Vlad diz:
por ai
flávia diz:
mas, eu gosto de euterpia, vou em todos os shows.
Vlad diz:

Por motivos de forças maiores, tive que cortar o resto da conversa.
*Vladimir Cunha (na realidade Wladdymir dos Santos) era colunista do caderno magazine de O Liberal. Foi expulso por mal comportamento. A única coisa que conseguiu arranjar depois disso foi um empreguinho de diretor de marketing no instituto de arte do Pará. Apesar do corte de relações com O Liberal, ainda é visto almoçando com o Rominho em um badalado restaurante no centro da cidade ao lado da Basílica.

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As melhores conversas de msn (3).

16:11 de segunda-feira. Um ex-amigo ingrato que se mudou pro rio puxa conversa.

João Gabriel diz:
flaviaa
flávia diz:
quiééé?
João Gabriel diz:
fui atender o interfone daqui de casa
João Gabriel diz:
era nivea stelman querendo falar com minha tia
flávia diz:
hahahaha deixa de ser ridiculo
João Gabriel diz:
serio
flávia diz:
pq raios ela queria falar com tua tia?
João Gabriel diz:
juro
João Gabriel diz:
a minha tia trabalha com convites e brindes de aniversario
flávia diz:
annnnnnn ela subiu?
João Gabriel diz:
ai td ano a nivia faz convites com minha tia
João Gabriel diz:
nao.. a empregada foi levar uma parada la em baixo pra ela
flávia diz:
sim e daí? foda-se. foda-se a nívea stelman.
João Gabriel diz:
porra.. dava pra eu pegar ela
flávia diz:
HAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHA.

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Escorpião x Sagitário.

Eles não tinham nada pra dar certo, ninguém jamais apostaria. Eram um casal óbvio, mas improvável.
Ele estava se formando em biomedicina, último ano e a última coisa que queria era um pretexto para se prender com alguém. Ela era publicitária, trabalhava numa agência e nem sabia o que era biomedicina, nunca quis saber. Eles se conheceram em meio a uma discussão numa mesa de bar sobre o tal curso. Sim, eles se conheceram assim, discutindo. Enquanto ela ria, ele tentava explicar para ela que seu curso não era só examinar cocô. Em vão, é claro. Cansaram de discutir e foram dançar. Ela o odiou logo de cara, ele também, logo eles se atraíram um pelo outro, foi inevitável. Enquanto ele lia arquivos científicos e outras porções de coisas chatas sobre leucócitos e afins, ela lia crônicas engraçadinhas e ria alto, até obrigá-lo a pedir silêncio e rir mais ainda, até fazê-lo desistir.
Ele era de escorpião, ela sagitário. Escorpião era o inferno astral de sagitário, foi o que ela leu em uma revista de horóscopo enquanto fazia as unhas. Ela preferiu deixar de lado a revista e ligar para ele.
Ele gostava de maracutu e reggae. Ela já tinha superado o reggae.
Ele a chamava de underground por ela gostar dessas bandinhas “alternativas”. Mal ele sabia que ela assistia blockbusters na estréia e era fã de best-sellers.
Na adolescência, ele usara um topete e brinquinho dourado com cruz pendurada a la Romário. E ela já teve uma blusa do Nirvana. – Foi presente – Ela diz, mas ninguém acredita. Ela só foi saber que o vocalista da tal banda tinha se suicidado em 1999, cinco anos depois do ocorrido. E chorou dias e dias por isso.
Eles tinham a mesma idade, íam para os mesmos lugares, colégios vizinhos a vida inteira, vários amigos em comum e se formaram juntos no curso de inglês, mas nunca se lembraram um do outro.
Ela adorava moda. Ele usava a mesma bermuda por duas semanas seguidas e pegava a primeira camisa do guarda-roupa, mesmo que amassada, não importava, a primeira era a que valia. Ela passou a acreditar que devia ser um ritual de sorte e desistiu de implicar.
Quando ela estava triste, ele cozinhava ou levava café na cama pra ela. Ela nunca cozinhou um ovo pra ele, mas apreciava bem a comida que ele fazia.

Eles eram de mundos diferentes, era o que todo mundo dizia, mas tinham apenas algo em comum, um detalhezinho que mudava totalmente suas vidas: eram, insistentemente, apaixonados um pelo outro. Implicantes. E ainda insistem em não desistir disso.

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“dá pra devolver meu óculos, por favor?”

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Cartilha Flávia de ajuda masculina, Parte 1 de… (número indefinido).

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Há certas coisas que vocês, classe masculina, bebedores de cerveja, fãs dos petiscos gordurosos e comentaristas frustrados de futebol, precisam urgentemente saber sobre nós, seres estranhos que usam saia, sobem ladeira de salto e fazem xixi sentado. Mulheres.

Entenda, amigo, mulheres não nasceram com noções de espaço e quantidade que vocês possuem e que tanto nós invejamos. Toda mulher é exagerada. Eu disse todas, TODAS. É, até sua mãe, sua vizinha gostosona que você deseja desde os 15 anos e até mesmo aquela Camilinha, a estagiária que você tanto olha com pensamento impuros.

Vocês têm que entender que no mundo de nós, mulheres, não existe coisa mais normal, mais aceitável e compreensível do que levar todos os nossos biquínis ao passar um final de semana em algum balneário (relembrando, final de semana = 2 dias).

Cada dia é um humor diferente, um sol diferente, um dia diferente e, para isso, um biquíni diferente, meu caro, isso não é óbvio? Porque vocês insistem tanto em não entender? E para cada biquíni uma canga, saída, short ou qualquer tipo de acompanhamento diferente. Afinal, vocês devem compreender que biquíni rosa de bolinha verde limão, não combina com aquela canga laranja com estampa em tye-dye, comprada em 1996, quando provavelmente era moda usar estampa tye-dye (confesso, tenho uma).
Assim como vocês devem entender que nossos sapatos e sandálias precisam ter um mínimo de combinação com a peça acima, por isso, precisamos (também) levar tantos e de tantas cores diferentes. Não tente compreender nossa paixão por sapatos. 

Nunca, mas nunca mesmo, ouse a chamar essas atitudes de exagero. As consequências podem ser irreversíveis, vai por mim.

Outra coisa, muito importante é que as mulheres não nasceram com a sabedoria chinesa de entender mapas. Desista, amigo. Ela pode olhar, olhar e fingir que está entendendo que ruas são aquelas e onde vai dar. É capaz (melhor dizendo, com toda certeza) dela afirmar que sabe direitinho onde está indo. Bobagem.

Mulheres não gostam de conversar sobre futebol. Podemos até entender o que é um impedimento, ter algumas camisas, gostar de ir pro estádio, xingar o juíz e coisa e tal, mas querer discutir a cotovelada do Leonardo no jogador americano na Copa de 94, esqueça. Sim, nós mulheres amamos a Copa! Uma oportunidade de usar blusas do brasil, bandeirinhas, gritar gol, olhar as pernas do jogadores da Argentina e da Itália… Mas querer discutir Copas passadas, quem foi o melhor jogador do campeonato tal blá blá blá… Esqueçam. São o tipo de conversa de curar insônia de qualquer mulher.

Se você foi convidado pelo Robertinho, aquele amigo mulherengo do trabalho, para tomar um chopp “despretensiosamente” depois do expediente, assim “como quem não quer nada” e só avisou para sua madame quando já estava no recinto barulhento cheio de mulher ou, pior, aproveitou para informá-la quando ela ligou para o seu celular, afinal, você nem tinha reparado que já se passavam mais de duas horas e você nada de dar sinal de vida e ela fez um escândalo, que mesmo o celular não estando no viva voz, foi compartilhado com todo o bar e jurou terminar o noivado de cinco anos e você, simplesmente, não a entende e a julga de neurótica e insegura pra baixo. Ok, vamos lá.

O que vocês, homens, devem entender é que bar ou qualquer outro depósito de quatro paredes que venda a palavra cabalística cerveja, não tem o mesmo significado para vocês homens do que para nós (a começar pelo banheiro de bar, que é sempre um problema para mulheres, mas isso fica para o próximo capítulo). Tudo bem que vocês podem até me convencer que vão pra lá para discutir política, futebol, comer uns petiscos frios e baratos e tomar cerveja, mas, para a maioria das mulheres, bar significa um antro de perdição, pecado e adultério. É o comitê político masculino para se discutir sobre mulheres, bundas, peitos e, claro, sexo. E, já que estamos falando no assunto, porque não avaliar algumas que estão por aqui? Hummm, olha aquela ali de vestido verde? Meu Deus do Céu… De repente, até pedir telefone, MSN, será que ela tem orkut? É, mulheres sabem que vocês fazem isso, só que elas pensam vinte vezes pior.

Para as mulheres, bateria de celular nunca acaba no bar. É algo impossível, inaceitável, imperdoável! Não ouvir o celular tocando então, pior! É fim de relacionamento na certa, vai por mim, rapaz.

Por via das dúvidas, para salvar seu relacionamento, avise para sua querida antes de sair, de preferência, opte por algo meio: “ah, amor, eu nem estava muito afim de ir lá, mas só vou dar uma passada rápida, para não ficarem enchendo o saco”. Se ela fizer jogo duro, jurar jogar fora o anel de compromisso com seu nome gravado e o escambau, você vai ser obrigado a partir pro jogo baixo. Avise que não vai demorar, que vão ser só cinco choppinhos no máximo e que depois passa na casa dela. E claro, a elogie, sempre funciona. Sem exageros, pra não parecer falsidade.

Se ela não atender sua ligação, ótimo pra você. Você ligou e ela não ouviu, ela vai saber que você fez sua parte ao ver a ligação perdida do “amor cel”.

Se ela disser: “ah é? Poxa, então tá né? Não vai olhar pra ninguém, heim? hunf”. Bingo! Barra limpa! É a namorada dos sonhos. Não esqueça de dizer um “te aminho” ao desligar. Afinal, essa tem que preservar.

Agora se ela disser: “ah, tudo bem, amor. Vou ficar por aqui te esperando então. Mande um beijo pro Robertinho”. PERIGO! Desconfie. Afinal, nenhuma mulher é tão compreensiva e legal assim. É provável que ela já esteja no carro com mais cinco amigas lindas e solteiras no caminho de algum bar.

Continua…

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Alforria.

free!

Hoje saí da prisão. Não que as algemas ainda machucassem os pulsos, mas eu ainda insistia em deixá-las, imperceptivelmente. Provavelmente, eu havia esquecido que elas ainda estavam aqui. Vez ou outra me voltavam as lembranças que faziam as algemas apertar e doer. Mas, nunca deixei sangrar.
Hoje, sou grata por cada decepção que causaste por aqui. Cada uma, da coleção que delicadamente montei, teve um propósito diferente e as peguei, com todo o carinho e paciência, e as transformei em experiência na minha vida e com isso, um ar de maturidade, que jamais terás.
Como saberia que, hora ou outra esse dia chegaria, fiquei sentada aqui, de braços cruzados, esperando o tempo passar. Sim, acredite, logo ele, o comodismo, tornou-se o meu principal aliado. Tuas mentiras e vaidades esdrúxulas tão insuportáveis quanto tua insistente soberba, aliás, tuas qualidades mais destacáveis, me fizeram conhecer valores que ninguém jamais teria a pretensão de me ensinar e a cada dia, só faz reforçar o ser patético e medíocre que, incontrolavelmente, te tornaste. Meu presente é o meu orgulho em poder te ver aí tão embaixo, perdido no teu próprio mundo de mentirinha e estar aqui de cima, com aquele meu sorriso de orelha a orelha, aquele que tu tanto elogiaste. Poderias ser uma lembrança, chegaste a ser repulsivo e hoje, nenhum nome me causa tanta indiferença ou pior, diria mais, gratidão.
E é por isso que eu te agradeço, de verdade, por teres ajudado a me transformar na mulher que sou hoje e sinto ao saber, que você nunca terá a mesma sorte.

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