Julho 18, 2008
· Arquivado em flávia.
Eu nunca fui de atualizar blog, portanto nunca procurei uma desculpa, mas eu realmente estou trabalhando. Muito. Por sinal, o penúltimo final de semana de julho vai ser supimpa (emoticon positivo).
Vou pro inferno de tanto humor negro essa semana.
- Amiiiiiga, o Petit tá aqui do meu laaaaado, o que eu faço? o que eu faço? Finjo trombar nele pra puxar assunto? - Amiga Manu no Congresso de Publicidade, em São Paulo. A ligação interurbana era pra me animar. Não deu certo.
Eu não mereço o respeito de mais ninguém. Aluguei Bratz no mesmo dia que aluguei Não estou lá. O pior foi o atendente da fox, me olhando com cara de não parecer ter uma irmã mais nova. E não tenho, mas poderia ter, não? Quanto ao “filme”, não tenho definições de ridículo suficientes. E Não estou lá, bem… O Heath Ledger aparece por menos de um segundo pelado.
Eu já mencionei que eu fiquei com cara de otária quando vi a vinheta do Antônio Prata na pública mtv?
Loira? Será?
Incrível como eu ainda recebo comentários desse post aqui. Caros, não estou mais com o menino de escorpião, mas obrigada.
Preciso pensar numa descrição pro Não estou lá melhor do que quase um segundo de Heath Ledger pelado, mas não consigo.
Tentando descobrir a função do twitter.
A Eleanor ainda continua a pedir por um layout novo. Alguém, alguém?
Julho 7, 2008
· Arquivado em flávia.
Eu fico puta quando falam que ser atendimento é fácil. Quem inventou isso? Eu não conheço nenhuma equipe de criação que não reclame de algum atendimento. Creio que eles acham, em termos gerais, que ser atendimento é só ctrl c + ctrl v de informação. Só isso e mais nada. E ai do atendimento ousar encaminhar um pedido interno de trabalho e não saber um detalhe ínfimo da cor do detalhe do ponto do tamanho do lado oposto da medida do alinhamento de sei lá das quantas. - Ah, não sabe isso? Desculpa, não dá pra fazer. - Nem pra adiantar alguma coisa? – Nem. Nada.
Eu juro, ser atendimento não é fácil. Tudo bem, ser qualquer atendimento é fácil sim. Pega a campanha, joga em cima da mesa e foda-se se o cliente gostar ou não. Não gostou da marca? Do layout? Quer verde limão em vez de vermelho imperial? Beleza. Anota, encaminha pra criação e foda-se. Não contesta e nem nada, só sorri, finge simpatia e ainda agradece ao cliente por ele ter feito você perder uma preciosa tarde e fazer a equipe de criação, super feliz, virar a noite pra entregar uma campanha besta do dia pro fim do dia, porque tem que estar impresso 5000 amanhã.
Qualquer atendimento pouco se importa se o cliente não gostar da campanha. Da tal campanha que o redatorzinho bateu cabeça e demorou dois dias pra entregar só o panfleto. Culpa de quem? Sua. O cliente não gostou? Culpa sua que não soube vender. Qualquer cliente gostaria da idéia, afinal porque todos eles são super bacanas, legais e moderninhos. Se não são, que eu trate de mudar a personalidade deles, oras. Incompetente.
A maioria dos clientes não são moderninhos e não fazem questão de ser. Querem vender e só. E juro, é difícil os convencermos a virarem “moderninhos” da noite pro dia. Atendimentos não são mágicos, por mais competentes que sejam.
E quando temos que apresentar uma campanha que não gostamos? Convencer alguém aprovar algo que eu própria não aprovei? Vender uma coisa que eu jamais usaria? É como um advogado defendendo o assassino (acreditem, existem campanhas que você se sente assim mesmo). Isso quando não há casos em que o cliente só aceita ser atendido por um dos sócios da agência e te tratam como estagiária.
O que a maioria do pessoal da criação, produção e mídia não entende é que somos nós que ouvimos quando o cliente está puto ou quando algo não sai do jeito como combinado. Somos nós que temos que explicar o problema e ouvir. Ouvir muito. E depois de ouvir, resolver o problema, de algum jeito.
Somos nós que agüentamos cliente ranzinza e mal-humorado. E ai de nós se pedirmos para alguém das respectivas áreas acima falar diretamente com cliente. Um absurdo. É transferir responsabilidade. O que não concordo. Mas aí, tentar convencer todo mundo disso cansa. Cada macaco no seu galho? Concordo. Mas custa tanto assim fazer além? Falar com o cliente não dói, juro, gente. E é muito importante o cliente se sentir prestigiado. Ver que toda a agência está empenhada e trabalhando pra ele. É triste o contato se limitar apenas ao atendimento. E é triste poucas pessoas terem noção disso.
Enquanto o redator fica só ali, sentadinho, no ar-condicionado e com o ar blasé contestando as alterações e gritando com olhares quando arrisco a dar algumas sugestões: “e o que você lá entende de criação?”. Eu entendo o cliente, dá pra confiar em mim?
Não sei se é só aqui em Belém que o pessoal tem essa idéia de que atendimento não tem que dar piteco de nada. Isso é outra coisa que irrita muito. Atendimento é limitado a atender o cliente e… E só. Você não sabe nada, cala a boca.
Caí por acidente nessa área. Eu era produtora e acabei tendo que percorrer esses outros caminhos e quando estava de fora, partilhava da mesma opinião. Mas, agora eu digo. Não é. Acreditem.
* Texto requentado. Escrito na época em que eu era atendimento.
** O perfil lá em cima foi atualizado.
***A Eleanor precisa de um novo layout, gente! Por favor, alguém se habilita? Heim, heim? Não custa nada, poxa.
Julho 2, 2008
· Arquivado em flávia.
Já passavam das 2h e ainda estávamos no segundo bar da noite, como era costume nas sextas. Se encontravam direto, depois do expediente. Eram os dois amigos, com suas respectivas namoradas e eu. Sem namorado, pela primeira vez na vida, por opção. Bom, não só por opção. Ah, vocês entendem.
Alguns muitos copos depois, já perdida no assunto que estava sendo enrolado há horas e já um pouco alterada, bati a mão na mesa e larguei:
- Homem tem que beber, gostar de futebol e ter letra feia.
Tomei um gole demorado da bebida fermentada e gelada e me senti o maior macho fazendo isso. Faltou só enxugar o bigode do colarinho com lado avesso da mão e falar: Ahhh. Estilo comercial de Kolynos.
Tal afirmação é uma teoria criada por mim e por uma amiga, em uma outra mesa de bar, é claro. Não é algo que se diz pro os amigos assim. Sem mais, nem menos (desculpe, isso foi muito Leonardo Aquino).
Meus amigos me olharam chocados. Suas namoradas pararam com os copos nas mãos e me encararam. Era visível que não concordavam comigo. Elas não gostavam de futebol, no máximo um joguinho do Brasil pra ver o Diego e falar mal do Dunga, que era a nova moda e muito menos deviam entender os garranchos dos manuscritos dos fofos. Minutos (e uhús) depois, os meninos vieram me cumprimentar. O que gerou motivo de discussão o resto da noite.
Elas achavam um absurdo homem gostar tanto de futebol de chegar a ponto de trocar a namorada pelo esporte.
Veja bem. Têm coisas que homens e mulheres, mesmos com namorados e adas precisam fazer sozinhos. Exemplo. Eu adoro ir pra estádio. Uso a camisa, ponho meu tênis nunca usado, bebo cervejão quente e grito palavrão. Sou apaixonada mesmo, adoro futebol e até coleciono camisas de times. Mas, por mais que eu goste e por mais que seja até legal ir com o namorado ou ada, entendo que homem prefere ir só com os amigos. É um programa de homens.
Outro exemplo. Shopping. Coitado se algum namorado fosse comigo ao shopping. Eu sou a companhia mais insuportável do mundo pra tal lugar, por isso odeio ir acompanhada. Amigas? Só pra passear. Compras, prefiro ir sozinha. Pro próprio bem do próximo.
Vamos combinar, homem que não gosta de futebol é chato. Chato pra cacete. Não parece homem. Ele não precisa ser atleta e praticar o esporte, mas tem que gostar, ter um time de coração desde criancinha, xingar o juiz pra se desestressar.
Uma vez fiquei com um menino que parecia perfeito. Bonito, bem sucedido, inteligente, educado, daqueles de abrir a porta do carro e tudo. O conhecia há anos. O que me irritou? Fora o fato dele não entender nada de futebol e o que é pior, não ter nenhum time, ele não bebia. Nada. Nem uma caipirinha ou outra bebidinha de mulher, o que já era horrível. Nem isso. Pior que não gostar de futebol é não beber. Homem que fica 100% sóbrio a noite toda é muito sem graça, vamos combinar. Não que ele tenha que ser bebum, mas chegar num bar, pedir uma garrafa e… Um copo? Nem o garçom ia resistir em não fazer piada. Me senti muito homenzinho.
A letra feia? Bem, a letra feia já é algo pessoal mesmo, beirando ao machismo. Todos meus namorados tinham letra feia. Eu adoro receber cartinhas, bilhetinhos, qualquer coisa escrita e quando vejo algum homem com letra bonita me dá uma raiva. A minha letra já não é a mais bela do mundo se a dele for melhor, brocho na hora.
Acho que estou convivendo com muitos homens ultimamente. Preciso sair da sala de criação. Vou tomar um café.