Ok, eu não sei bem como tudo isso começou. Se você me perguntar, bem, eu não saberei dizer exato, o fato é que eu, fazendo parte de todo o 1% da população mundial feminina, adoro japoneses. É, japoneses, sansei, nissei, mestiços… Assim como você gosta de loiras e seus amigos de ruivas, eu gosto de japoneses. Convenhamos, tem coisa mais charmosa que aqueles olhos puxados, o cabelo escorrido caindo no rosto e a risada de bobo?
Não sei como começou, voltando no tempo, acho que deu início em 95 com o Bento, guitarrista dos finados Mamonas Assassinas. Lembro do dia exato do papai chegando em casa, balançando os três ingressos para o show como cartas de pif e paf e cantando (dançando): “roda roda vira, solta a roda e vem…”
- Olhaaa, nós vamos pro show! Nós vamos pro show!
- Pai… jamais dance isso de novo, ok?
Lá estava ele no palco, com suas trancinhas rastafári, cara de nerd e com a famosa dancinha de retardado. Não sei o que tem de atrativo nas atitudes acima, mas foi amor, de verdade.
Enfim, meses depois ele e seus amigos morreram de acidente de avião. Minha primeira decepção amorosa sansei (ou nissei?).
O segundo foi er… vamos chamá-lo de Francisvaldo. Eu estava no 1º ano do colégio e ele já fazia medicina. Era bem mais velho e era guitarrista (e vocalista) da banda do meu irmão postiço. O Francisvaldo era demais. Era inteligente, bacana, sarcástico, cabelos na altura dos ombros e ainda tocava beatles pra mim. Nos falávamos madrugada adentro por telefone. Acho que eu devia ser muito legal mesmo, porque mesmo com tudo isso, ele nunca quis nada além de conversas madruguísticas comigo. Acho que me via como a irmã mais nova do amigo dele ou, devia ser meu aparelho nos dentes também. Enfim, segunda decepção amorosa.
Depois do Francisvaldo, me apaixonei platonicamente pelo… Vamos chama-lo de Reinaldo. O Reinaldo era o irmão mais novo do Francisvaldo, que como o irmão, também tocava na banda.
O Reinaldo, diferente do Francisvaldo era tímido, inteligente e de poucas palavras. Não falava quase nada, mas fazia bastante movimentos com os lábios que pareciam sorrisos. Era o oposto do Francisvaldo e isso me encantou absurdamente. Acho que devo ter trocado umas três frases completas com ele, tipo:
- Oi, tudo bom?
- Tuuudo.
- Então até mais.
- Até.
Até que ele se mudou para São Paulo, fazer medicina. Decepção nissei (ou sansei, droga, qual é a diferença?) número 3.
O quarto foi o Japinha, baterista do CPM 22. Ok, admito eu tenho um cd e um dvd do CPM 22, ok? Ora, vão dizer que vocês não têm um passado negro? Tá bom.
Com o Japinha, até rolou um envolvimento maior. Ficamos amigos de orkut, de msn, ele ligava a webcam pra mim, enfim… Mas, nunca chegamos a nos encontrar pessoalmente. Na verdade, uma vez o vi chegando com a banda no aeroporto e fiquei tão chocada ao vê-lo ali que soltei um tímido, entre fãs desesperadas e cartazes feitos de última hora com batom: olha o JAPINHAAAAAAAAAAAAA!
Ele virou, olhou pra mim (juro que ele olhou pra mim) e deu um tchau. Gente, ele olhou pra mim e deu um tchau! Assim, balançando a mão e tudo mais. Quer um relacionamento maior que esse?
Porém, depois de todas as decepções, ainda não desisti de encontrar minha alma sansei-nissei gêmea. A Liberdade é um ótimo lugar. Droga, preciso voltar pra São Paulo.
Ouvindo: BB King (graças ao Valério da agência).
Vendo: 2ª temporada de Friends.
Lendo: Porcaria nenhuma, muita preguiça.
Querendo: Alguém que saiba formatar computador de graça e que, misteriosamente, o dinheiro na minha conta triplique sem nenhuma razão.












Doda disse,
Maio 20, 2008 @ 1:27 pm
ei, não sabia que tinhas voltado a atualizar, por isso nao estavas mais nos links.
já coloquei de novo
beijo!
Joao Gabriel disse,
Maio 20, 2008 @ 1:37 pm
tenhu vergonha de ti.
Thais disse,
Maio 26, 2008 @ 3:23 am
Reza a lenda que os japoneses só têm um defeitinho… Quem sou eu pra duvidar?
Hehehe