Vinte e quatro do quatro.

Hoje, vinte e quatro de abril, é um dia especial. Finalmente, achei minha especialização, ôba! É sério. Achei o curso, lugar, universidade e valores. Não aguentava mais tanto procurar. Andava frustrada, me sentindo sem rumo. Não tinha nada que eu via e dizia: É ISSO! E quando achava algo “marrom”, não tinha lá muita vontade (lê-se também poder aquisitivo para tal). Até porque sou uma pessoa em constante confusão. Nunca me peçam pra decidir nada, porque eu ainda não aprendi como se faz isso.
Já vai fazer um ano e meio que me formei e estava me sentindo estacionada. Quando se tem um emprego, isso tende a ser menos explícito. Mas, francamente, eu estava virando uma folgada.
Antes, eu mal respirava. Era o estágio (trabalho) escravo até 18h, depois universidade (longe, muito longe), pegando aquele trânsito lindo e agradável de fim do expediente. Chegava quase sempre meia-noite em casa. E ainda tinha academia todo o dia, espanhol aos sábados e saía todo o fim de semana. Agora, me diz, com que pique? Hoje só vou pro trabalho e já basta pra chegar semi-morta em casa. Ligo a tv, entro na internet e tudo com um esforço e uma preguiça mortal de existir. Acho que envelheci dez em um ano, porque isso parece fazer parte de um passado muito, muito distante.
Hoje também deletei meu orkut. Tenho orkut desde 2004 e acho uma arma tecnológica incrível. Encontrei amigos e primos distantes. Achei o menino que eu era apaixonada e namoramos até, um ano e muitos, tudo através do orkut. Mês passado encontrei meus amigos da alfabetização e estamos até marcando um encontro. Gente, alfabetização! Todo mundo deveria ter orkut, não seria mais fácil?
Mas, ao mesmo tempo, o orkut.com te deixa exposto de tal forma que é até indecente. Mesmo trancando as fotos e os recados, todos sabem quem são teus amigos, as coisas que gosta e os lugares que frequenta através das comunidades. Depois que roubaram meu msn, ando bastante receosa a exposição internética e sumir por um tempo vai ser bom. Lógico que daqui a pouquinho crio outro. Bora ver até quando dura, né? Lancem suas apostas.
Não vou cortar mais franja. É isso mesmo. Sou adepta da franja (não a retona, aquela a la Carmen San Diego, como diz um amigo meu) desde que entrei na faculdade. Meu apelido uma época era franja (?). Virou algo bem característico até, mas hoje em dia todo mundo usa. É um saco, tem de todos os modelos e cores. Perdeu a graça. Até fiz uma votação no msn e o not to be franja ganhou. Bora ver até quando dura também.
Fiz um novo fotolog. Pelas minhas contas, é o meu terceiro. Abri, coloquei uma foto, mas já cansei. Foi mais rápido do que pensei. Adios, de novo, fotolog.net.
Meu namoro acabou. Pela milésima vez e pra sempre. Quem nunca cometeu nenhum erro que coloque o dedo aqui. Oras, eu que já chorei e já tive que aguentar tanta coisa também. Ah, Flávia, mas é mais divertido julgar sem olhar pro próprio umbigo, né? :) Claro, havia esquecido. Cada ação, uma reação. Cada ato, uma conseqüência.
O blog (??) voltou! Êêê! Esse… Bem, esse eu não sei até quando mesmo. Vamos torcer para que dessa vez dure. Ou não?

Ouvindo: Cat Power (graças a Tici)
Lendo: Ainda Mário Prata. Vamos ver se consigo retomar “a menina que roubava livros” nesse meu fim-de-semana, solteira e com edredom paulista novo.
Querendo: Dinheiro, agora mais do que nunca.

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